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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Casos de HIV crescem 61% e maioria dos infectados é jovem

Os casos de HIV, vírus que causa Aids, cresceram 61% em um ano em Taubaté e os jovens são a maioria dos infectados.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, em 2013 foram descobertos 75 novos casos. No ano passado foram 121 entre pessoas entre 20 e 34 anos, chamados de adultos jovens.
“Os jovens primeiro se expõe ao vírus, são infectados e depois se preocupam em prevenir”, ressalta a coordenadora do Programa DST Aids Taubaté, Melissa Amorim.

Para evitar o aumento dos casos, a prefeitura promove programas de prevenção e em todos os postos de saúde é possível retirar preservativos de graça efazer testes rápidos, onde o resultado sai em meia hora.
Um dos lugares em que o teste rápido pode ser feito é no Ambulatório de Infectologia, que fica na Rua Benedito Cursino, no bairro Bom Conselho. “Temos dois testes, um via oral com uso da saliva e outro que é feito com uma mostra de sangue. Os dois são eficazes e o resultado sai em 30 minutos”, explicou a fisioterapeuta Fabiana de Paula.
O assistente social Pedro Malheiros convive com o vírus há 28 anos, e a descoberta foi por acaso, depois de uma meningite. “Foi um período difícil, quando recebi o diagnóstico foi como uma sentença de morte”, contou.
Na década de 1990, veio a esperança aos portadores do vírus com o coquetel de medicamentos distribuídos até hoje pelo Ministério da Saúde. Mas não é uma cura, é apenas uma maneira de viver melhor com o vírus. "É algo que eu realmente não desejo para ninguém. As pessoas precisam se proteger", disse.

molécula nova bloqueia infecção por HIV em macacos, nova esperança

Um grupo de cientistas desenvolveu uma molécula que, segundo eles, é capaz de bloquear em macacos a infecção pelo vírus HIV, que causa a aids. De acordo com os autores do estudo, publicado na quinta-feira, 19, na revista Nature, a descoberta tem potencial para gerar novas terapias e vacinas.
Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Scripps (Estados Unidos), em parceria com outras instituições, dizem ter identificado uma maneira de impedir que o HIV infecte as células, empregando a substância com uma abordagem semelhante a uma terapia genética.
Normalmente, o HIV invade as células por meio de dois receptores. A nova molécula - uma proteína chamada cD4-IG - bloqueia os pontos onde o vírus "ancora" nos dois receptores celulares, trancando suas portas de entrada. Como a proteína se liga a ambos os receptores, ela bloqueia mais linhagens do HIV que qualquer outro dos poderosos remédios que têm sido apresentados para incapacitar o vírus.
"A substância é 100% eficaz. É inquestionável que se trata, de longe, do mais amplo inibidor de entrada do vírus disponível", disse Michael Farzan, que coordenou o estudo. Mas a abordagem foi testada até agora apenas em macacos rhesus.
Os cientistas desenvolveram a nova proteína fundindo elementos dos dois receptores nos quais o HIV se liga. Eles injetaram, nos músculos dos braços de quatro macacos, material genético que codifica a proteína, estimulando assim a produção da nova molécula no próprio corpo dos animais. Os pesquisadores então injetaram nos macacos uma versão híbrida do HIV, administrando até quatro vezes a quantidade de vírus necessária para infectar um indivíduo. As proteínas protegeram os macacos por 40 semanas. De acordo com Farzan, os macacos permaneceram sem infecção mesmo depois de receber uma quantidade de vírus 16 vezes maior que a necessária para infectar um grupo de controle, em experimento realizados depois que o estudo foi finalizado.
Em humanos
De acordo com o cientista, a equipe tem a expectativa de que ensaios clínicos com humanos possam ter início dentro de um ano, depois de mais testes em animais, que já estão em curso. O primeiro passo, segundo Farzan, será fazer uma avaliação da capacidade da molécula para manter baixos os níveis virais em indivíduos soropositivos.
"Nosso objetivo agora é mostrar que a abordagem pode funcionar como terapia", disse ele. O passo seguinte seria testar a eficácia da substância como vacina, em indivíduos que ainda não têm o vírus.
O novo estudo se baseia em uma pesquisa realizada em 2009, que propôs o uso da transferência genética como alternativa a uma vacina convencional para o HIV.
De acordo com o cientista, com a abordagem de terapia genética, a molécula funciona melhor que as vacinas com base em anticorpos. "Nós desenvolvemos uma mimetização direta desses receptores, sem fornecer ao vírus muitas rotas para que ele possa escapar", disse.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.